É certo que os amores não se repetem. As músicas são esquecidas, assim como eu. Muito muitos e pouca cortesia. A companhia transforma-se em dois corpos munidos de desejo e solidão. Brisa jogada ao ar, flutuante na íntima confusão do querer e não mais resistir. Paixão desperdiçada e logo enfraquecida. Fogo que corrói a alma e também destrói o amor, se é isso amor. Eu não sei, nunca soube e tão pouco me importa descobrir a não-história de nós dois. O trágico conto sem final feliz. Reticências de dores, nossa relação. Apego transformado em vertigem. Lamúria visceral. Restos de palavras e sorrisos cautelosos e indecisão no gostar. Um itinerário ao esquecimento. Esfinge renascida com o meu temor que ultrapassa esse ressaibo jamais mensurável. Esse pesar de aflição que me carrega, me mantém mendiga dos laços já transformados em esperanças indesejáveis. Deslizes sórdidos e mentiras confortantes. Céu azul e corpo escuro que me tolhi. Perversos sentimentos inatingíveis: Deusa, fada e um relicário de mim mesma. O seu único problema foi pensar demais. Relute ou remediada eu seguirei. Segui.
3 comentários:
'Eu não sei, nunca soube e tão pouco me importa descobrir a não-história de nós dois.'
. Mais direta q isso, impossível.
Sempre bem !
Que seja doce.
E todas nós relés seres humanos...
Sempre passamos por isso...
Com as palavras de dany :
um quase amor .... =P
O que é um quase amor, se não um amor doído? O que é a não história de nós dois, se não um desejo imenso de que os planos se tornem realidade?
Que bom que seguiu...
Bjo moça... voltei pra ficar.
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