Cara, eu finjo cólica, gripe, embriaguez e insônia, mas ninguém entende que minha doença é não ter você. É quase um coma exaustivo, porque dói até a alma e ataca as síndromes do meu coração. As olheiras estão visíveis, porque todo o meu tempo é gasto em lágrimas doloridas. É isso, menino, você me machuca sem saber. E o meu frágil corpo tremi de medo, de exaustão e de náuseas, porque além disso tudo, te amar me faz perder a fome e qualquer tipo de alimento é um convite a repulsa. Eu só bebo e tudo tem gosto de nada. Mas aí você ressurge, menino, e eu começo a suar frio, sentir dores, enrolar as palavras, disfarçar a madrugada toda e me acocorar para arrancar cada pedaço seu que me incomoda, que me adoece. Então é que aparece o que ela pensa ser a solução para os meus problemas. Plim Plim. – Toma dipirona que passa, filha. E vai deitar- 24,38,50,65...mas até hoje não descobri quantas gotas são suficientes pra curar sua existência em mim, menino.
7 comentários:
Não sei porque mas esse texto me lembra sua mãe. Talvez seja pela dipirona. é acho que é isso. kkk . Lindo demaiss prima.
ahh. a quantidade de gotas é proporcional ao seu peso. Não se esqueça da proxima vez que a existencia desse cara te perseguir baby.
Realmente magnifico esse textoo...
sem palavras!!!
Como sempre.. Magnifico..!
cuidado!dipirona vicia!
nha.. a Tia Vera msm .. que fala que tudo é dipirona .... se fosse eu, no caso seria :água com gás para curar o amor .. hehehe
Emociocrivellll... simplemente brilhante!!!
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