quinta-feira, fevereiro 19

Nocaute.!

E eu digo a todos, as borboletas, as orquídeas, ao meu íntimo,que nada mudou. É tudo seco e fugaz como antes. Como agora. Uma claridade cintilante que agoniza a minha visão. Acho linda essa delicadeza rara, essa tranqüilidade surreal. Tipo vagões desconcertantes dentro, fora. Algo que de tão puro, agoniza, pesa e faz cair. Tortura demasiada. Feri logo, pensa. Deterioriza o que é bonito em mim. Mesmo sendo difícil de ter, sempre há algo bonito na gente. Senão inventa. Como o pôr-do-sol. Ou um bolo confeitado. Ou qualquer coisa que seduz. Mas eu não lamento, nem tão pouco vacilo. Aprendi a driblar os fantasmas que criei. Que me transformei. Uma tormenta absurda, interna. Nem sufoca mais. É horrível aceitar ser conivente diante dessa própria perseguição, onde eu mesma me escondo. Longe. Profunda. Achar. Voltar. Renegar quase impossível. É um júbilo aceitável. Sim. Luz, câmera. Ação. Eu continuo a caça insistentemente, eu sou a caça. Mesmo sabendo que é improvável. Irreconciliável encontrar-me. Sei. Sempre soube disso, mas finjo não saber. E fujo de mim. Do terrível encontro das variantes de me ser. Da efemeridade penetrante, cá e caótica. Da realidade que faz doer. Lá. Aqui. Muito próxima deste socar. E quem feri? Imutavelmente, eu. Nocauteada por mim. Extasiada por essa inconstância. Olho roxo. Boca a sangrar. Corpo trêmulo. É ter ego fraco. Vício cruciante. Ser gentinha de conduta vil. Mas nada mudou, nunca mudou. Tudo é como deve ser. Agora. E intempestivo. Sem abismos. Sem escarros. Sem inquietude. Terno e sem nada mudar. Uma graça.

3 comentários:

Anônimo disse...

cada dia melhor *.*

sempre descolada!AAUAUAUAUAHUHA

Unknown disse...

A Mah e a sua falta de criatividade!
AôôôôA! Sua TOSCA MADLITA!Aaah, volta volta!

"tranqüilidade surreal." aToro!
Sempre bela! ;)

By:Elisa Godinho!
hueahueauhaeueua

Anônimo disse...

e voce acha que o seu foi criativo?

UAHUHAUUAHUAUAHUHA
sualouca!