E sim, passou pela minha cabeça essas questões de saudade e de ir e de talvez lá me instalar. E sim, eu quis me despedir, dizer logo que o amo e falar que hoje eu não estaria para ceia e nem amanhã para o meu cereal de frutas de todos os dias e que mesmo assim não sentisse minha falta e nem tivesse esperança de um possível retorno. Porque quando eu parto, não é para Milão e nem a Ilha de Rondim, um sonho é Inglaterra, mas eu achava bem mais econômico e vantajoso viajar para dentro de mim. Lá eu era capaz de conhecer todos os lugares do mundo, sem dar um passo para além dos abismos intermináveis da minha existência e sem o constrangimento por não saber nenhuma outra língua, além da minha querida. E mais, pra onde eu iria, era o exato lugar para pessoas assim, ora dolorosas, ora efusivas. Um estrago para o mundo, ou um mundo que estraga pessoas assim. E sim, eu não me despedi de ninguém, vão me achar dura, fria e mal dizer do meu egocentrismo. E sim, é isso tudo que me permeia. Uso um vestido azul. Da menina no país das maravilhas. E sim, é um fascínio descobrir como um corpo pode suportar tantas dores-cotidianas-sofrimentos-indubitáveis-fúrias-interiorizadas e mesmo assim ser terno e lindo por dentro. Dizendo sim para si mesmo, acreditando no mistério das navegações intra-pessoais e descobrindo o mais profundo dos oceanos e um fluir de perfeição. E sim.
Um comentário:
só um aviso : Muito cuidado Tati Bernardi !!!
HAUHSUAHSU ...
DeMais
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