domingo, janeiro 11

Um pensar dadaísta.!

Eu encontro conforto num lugar desconhecido por mim, mas é lá nesse mim que eu me acho. Ouço a voz do eco da minha alma, e de certa forma, é divertido esse ser metamorfose. Não, lá não me ocorre sonhar, porque já é querer demais pensar em sonhos dentro de outros. Só me ocorre o nada, meu eterno companheiro dessa necessária solidão. E saber que não estou completamente sozinha, crio forças para nada temer, até o medo do escuro passa, só essa vontade de ir embora que não passa. Não ir embora do meu nada, mas sumir para as coisas banais, me desconectar de tudo e por horas, de todos.
Esse nada não me questiona. Ele apenas me aceita por eu também não ser nada. Se é que nada opina. Porque nada é nada. E mesmo querendo ser nada, eu sinto que já sou alguma coisa. O quê não sei, mas sou. E isso por hoje basta.
Sempre tive certo fascínio por esse querer destruir. Destruindo valores, preconceitos e me destruindo eu pensava encontrar tais respostas para as perguntas que nem sei se existem, mas no fundo existem. Porque eu existo, oras. Mas não entendo essa relação de existencialismo, pra que existir se tudo me leva a nada?
Acho que o nada me persegue, e é até vantajoso, porque ao menos ele lembra de mim, ele nunca me esquece. Eu gosto e me conformo com a sina. Porque pessoas nascem para ter tudo, ou quase tudo, deveria ser assim. E como nem pessoa eu ando sendo mais, então o velho nada me preenche do vazio que é o meu nada, só ele é capaz. Enquanto isso eu tomo café tranquilamente e encontro satisfação nessa viagem íntima, nessa turbulência de incertezas pessoais. E se você não entendeu nada, está tudo certo, meu bem. As vezes nem eu entendo sobre o meu próprio nada, porque cada um tem o seu, eu sei que tem. É questão de angústia privativa, daquelas de não contar pra ninguém, mas eu conto, porque a única certeza que sei é escrever, quer dizer, eu acho que sei. E deixa isso pra lá, me deixa pra lá, porque o nada é invenção de gente fastidiosa e mais nada.

4 comentários:

Mah disse...

um nada nunca foi tão interessante!

Aquela Garota ... disse...

acho que consigo entender .. oÔ

Unknown disse...

Angústia é uma palavra que sempre
me acompanha!
huaheauueahau
lindo blog! =)

By: Ana Elisa!

Gutinha disse...

O nada me faz perceber que nada mais importa.
Esse é o fim para todos. Nada.
Mandou bem gataH !